O caso que incendiou o pós-jogo do Benfica–Casa Pia (2-2) teve, finalmente, desfecho disciplinar.
As duras críticas de António Silva à equipa de arbitragem acusando o árbitro Gustavo Correia de uma “arbitragem condicionada” resultaram numa multa de apenas 510 euros, decisão que já está a gerar polémica no futebol português.
O lance que motivou toda a controvérsia foi o penálti assinalado contra o jovem defesa, num desvio da bola para o braço dentro da área, numa altura em que o Benfica vencia por 2-0. António Silva reagiu publicamente, indignado, num tom que levou a APAF a apresentar queixa formal.
Apesar da forte reação da associação dos árbitros, o Conselho de Disciplina da FPF acabou por aplicar uma sanção considerada por muitos como branda, requalificando o caso como simples “inobservância de deveres”.
No comunicado lê-se: “[…] condenar o arguido António Silva na sanção de multa de €510,00 […] pela prática de uma infração disciplinar”.
Entre adeptos e comentadores, multiplicam-se críticas: há quem veja a multa como um “castigo simbólico” que não reflete a gravidade da acusação feita ao árbitro, enquanto outros defendem que a decisão mostra que o CD amenizou a pressão e evitou um escândalo maior.
Uma coisa é certa: o episódio reabriu o debate sobre a atuação dos árbitros, a forma como os jogadores podem (ou não) criticá-los e a coerência dos castigos no futebol português.

