A Praia da Costa do Sol, uma das mais frequentadas e emblemáticas da Cidade de Maputo, voltou a apresentar um cenário preocupante após o fim de semana.
Garrafas de vidro, plásticos, restos de comida e diversos resíduos espalhados pela areia e ao longo dos passeios transformaram o local num verdadeiro depósito de lixo a céu aberto.
O que mais chama atenção é a enorme quantidade de garrafas de bebidas alcoólicas, apesar de a legislação moçambicana proibir expressamente o consumo de álcool nas praias. A presença massiva desses resíduos evidencia um desrespeito profundo às normas e um comportamento negligente por parte de muitos frequentadores.
A situação levanta questões urgentes: os contentores de lixo disponíveis são insuficientes, ou os cidadãos simplesmente não os utilizam? A cada fim de semana, o problema repete-se, mesmo com campanhas regulares de limpeza e sensibilização promovidas por ambientalistas e voluntários esforços que, apesar de louváveis, parecem insuficientes para conter a crescente onda de poluição.
A degradação contínua da Costa do Sol ameaça não só o meio ambiente, mas também a saúde pública, o turismo e a imagem da própria cidade. Especialistas alertam que, sem uma combinação de fiscalização rigorosa, penalização efectiva e mudança de comportamento dos banhistas, a praia corre o risco de se tornar imprópria para o lazer.

Enquanto isso, o lixo acumula-se, e a Costa do Sol, um dos principais pontos de lazer de Maputo, luta para respirar entre garrafas quebradas e resíduos abandonados um retrato preocupante do desafio ambiental e cívico que a capital enfrenta.


