O exército israelita retomou, esta segunda-feira, os ataques aéreos contra posições no sul da Faixa de Gaza, justificando a ofensiva com uma alegada “violação flagrante” do cessar-fogo por parte do movimento islamita Hamas.
Pelo menos 15 pessoas morreram, incluindo seis civis, segundo fontes locais.
De acordo com um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeamentos atingiram zonas estratégicas nas áreas de Khan Yunis e Rafah, no sul do enclave palestiniano. As autoridades israelitas afirmam que os alvos visados seriam posições “terroristas” do Hamas.
O Hamas, por sua vez, negou as acusações e reiterou que continua comprometido com o cessar-fogo, classificando a ofensiva israelita como uma “provocação injustificada”.
A trégua em vigor previa a retirada gradual das tropas israelitas da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros, bem como a entrada de ajuda humanitária e a formação de um novo governo palestiniano sem a participação do Hamas.
Com o reatar dos ataques, Israel suspendeu novamente o acesso de ajuda humanitária ao território, agravando a já delicada situação humanitária em Gaza, onde milhares de civis continuam deslocados e sem acesso a bens essenciais.

