Apesar dos progressos anunciados pelo Governo, a desnutrição crónica ainda atinge quase 4 em cada 10 crianças moçambicanas menores de cinco anos, revelando uma crise silenciosa que ameaça o futuro de milhares de famílias.
Durante o Seminário Multissectorial de Nutrição, realizado na quinta-feira (6), o Executivo destacou uma redução de 43% para 37% na taxa de desnutrição crónica nos últimos dez anos. Contudo, organizações da sociedade civil, como a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), levantaram dúvidas sobre os números, considerando o agravamento da pobreza e da insegurança alimentar no país.
A UNICEF e a União Europeia, parceiras do Governo no Programa NutriNorte, defendem que o combate à desnutrição exige uma resposta multissetorial, com foco especial nas províncias mais afetadas — Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.
Embora haja avanços em algumas regiões, especialistas alertam que a desnutrição continua a limitar o crescimento físico e intelectual de milhares de crianças, com impactos profundos no desenvolvimento humano e económico de Moçambique.

