Momentos de tensão marcaram a sexta-feira (7) na cidade da Maxixe, quando um grupo de desmobilizados da RENAMO tomou de assalto a sede provincial do partido, localizada no bairro Chambone, exigindo mudanças na liderança local.
Os manifestantes, que afirmam sentir-se esquecidos e sem representação, forçaram a entrada nas instalações e convocaram uma reunião interna, na qual anunciaram a criação de uma nova Comissão de Gestão Provincial, com Elídio Vilanculos como coordenador.
A ação, considerada “espontânea” pelos seus promotores, apanhou de surpresa os membros da atual direção, liderada por Carlos Maiela, que condenaram a ocupação do edifício e a forma como o processo foi conduzido.
Segundo Américo José, representante do Delegado Político Provincial, o episódio “coloca em causa a unidade e a imagem do partido”, apelando ao diálogo e à resolução pacífica das divergências.
Apesar das críticas, os desmobilizados insistem que o seu objetivo é “revitalizar o partido” e garantir a preparação do Conselho Nacional Alargado da RENAMO, previsto para 2026 — encontro que deverá definir o rumo político e a escolha do novo presidente do maior partido da oposição moçambicana.
O clima permanece tenso na delegação, com apelos à intervenção da liderança nacional para restaurar a normalidade e evitar novos confrontos internos.

